Duas histórias de design na saúde pública carioca.
Como o design recebe quem chega ao mundo e acolhe quem luta para voltar para casa?
A cegonha que ganhou asas e voou pelo Rio.
O Cegonha Carioca é o programa da Secretaria Municipal de Saúde que acompanha gestantes da rede pública do pré-natal ao parto. Um serviço essencial numa cidade onde milhares de mães dependem do SUS para ter um parto seguro.
O desafio era dar a esse serviço uma identidade que acolhesse: transformar um protocolo de saúde em uma experiência que a mãe reconhece e em que confia desde a primeira consulta.
Criamos a marca e a mascote do programa, com versões masculina e feminina, e levamos a identidade a todos os pontos de contato: as ambulâncias que levam as gestantes à maternidade, as cadernetas de acompanhamento e o enxoval entregue às famílias. A cegonha virou presença conhecida nas ruas do Rio, elogiada publicamente pelo prefeito Eduardo Paes.
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Arte para ajudar a cura.
Quem está num leito de CTI passa dias olhando para o teto. Na Coordenação de Emergência Regional Prof. Nova Monteiro, no Leblon, esse teto virou o lugar onde o cuidado continua.
Com o artista Rubens LP, levamos a fauna e o cenário cariocas para o teto dos CTIs e para os murais das áreas comuns: tucanos, borboletas, praias e montanhas em traço leve, nas cores certas para um ambiente hospitalar.
O projeto partiu de uma convicção: a arte faz parte do cuidado. Humanizar o CTI não era decoração. Era parte do tratamento.
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Human-centered antes de a gente usar esse nome.
Esses dois projetos são de 2015, antes de a Binky se organizar em torno de imersões estratégicas. Mas o jeito já estava lá: entender quem vive o serviço, desenhar para a ponta e medir pelo que muda na vida de quem usa.
Uma década desenhando marcas e serviços.
O acervo de 2010 a 2018 reúne os projetos da era estúdio de design, que explicam o nosso jeito de trabalhar até hoje.
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